Celebrado em 24 de maio, o Dia Nacional do Milho destaca a relevância de uma das culturas mais estratégicas no agronegócio brasileiro. Conhecido por muitos produtores como o “grão de ouro”, o milho se consolida pela alta rentabilidade, versatilidade e importância econômica para o país. Cultivado de norte a sul do Brasil, o cereal evidencia sua força com três safras anuais e presença marcante em diferentes cadeias produtivas.
O milho é fundamental tanto na produção de alimentos para o consumo humano quanto na alimentação animal, além de servir como matéria-prima para a fabricação de uma série de produtos industriais. A data, estabelecida em 2015, reforça o protagonismo brasileiro no cenário internacional. O Brasil ocupa atualmente a posição de terceiro maior produtor mundial de milho e segundo maior exportador. Esse triunfo comprova a qualidade, a competitividade e a importância do cereal para a economia nacional.
O milho brasileiro se destaca pela diversidade de produção e pela ampla presença no mercado internacional. Atualmente, o grão produzido no país é exportado para mais de 100 países, consolidando o Brasil como um fornecedor de peso. Entre os principais destinos estão Irã, Egito, Vietnã, Arábia Saudita, China, Marrocos, Argélia e Espanha, além de diversos outros mercados estratégicos que importam em parcelas menores.
Para a safra 2025/26, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima uma produção de 140,2 milhões de toneladas, fortalecendo o potencial e a competitividade do setor. Mesmo diante de desafios climáticos, logísticos e econômicos, a cadeia do milho mantém desempenho sólido e crescente. No campo, a força da cultura também se reflete no número de produtores. Segundo dados do último Censo Agropecuário realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), são mais de 1 milhão de produtores que têm no grão uma importante fonte de renda e de desenvolvimento econômico.
Do campo ao combustível
O milho também assume papel de destaque quando o assunto é agricultura sustentável. A expansão da produção de etanol de milho no Brasil fortalece o uso de fontes renováveis e amplia as alternativas aos combustíveis fósseis, posicionando o cereal como peça estratégica na transição energética das próximas décadas. Nos últimos anos, a produção de etanol de milho tem avançado em ritmo acelerado no país, impulsionada por investimentos no setor, pela ampliação das usinas e pelo crescimento da demanda por combustíveis mais sustentáveis.
Na avaliação do presidente da Abramilho, Paulo Bertolini, o milho vem conquistando cada vez mais espaço no agronegócio brasileiro, impulsionado principalmente pelo avanço da indústria de etanol de milho no país. Segundo ele, o movimento, que teve início em Mato Grosso, já se expande para diferentes regiões brasileiras, fortalecendo o mercado e ampliando as oportunidades para os produtores. “O milho tem tomado esse espaço principalmente pelo crescimento da indústria do etanol que começou em Mato Grosso e se expande para o norte, nordeste e até no sul já temos usinas de etanol sendo instaladas para processar milho e sorgo. Essa dinâmica trouxe não só uma sustentação de preço mas liquidez para o milho e a gente espera que isso aconteça também no sorgo”, destaca.
Outra vantagem do etanol de milho é o DDG (sigla em inglês para Distillers Dried Grains, ou grãos secos de destilaria), um subproduto gerado durante o processo de produção do etanol. Esses grãos são ricos em proteínas, vitaminas e aminoácidos, tornando-se um excelente ingrediente na alimentação do gado.

