O futuro do milho é incluir híbridos, diz especialista

Nem todos os países do mundo contam com essas variedades

O futuro da produção de milho é incluir variedades híbridas, buscando plantas mais resistentes e que rendam mais, usando o mínimo de recursos possível. Foi isso que informou Dinesh Panday, candidato a doutorado em Fertilidade do Solo e Gerenciamento de Nitrogênio na Universidade de Nebraska-Lincoln, nos Estados Unidos.

“Uma informação estatística recentemente divulgada pelo Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Pecuário do Nepal (MoALD) mostra que o milho é cultivado em 954.000 hectares (25% da área total de cereais), que era de 758.000 ha em 1985. Em três décadas de esforços, a produtividade aumentou cerca de 1% a cada ano. No entanto, a demanda geral por milho deverá crescer 4-6% a cada ano, nos próximos 20 anos. O principal obstáculo para crescer mais é um sistema de produção ineficiente”, comenta.

Os agricultores nepaleses, por exemplo, enfrentam problemas de disponibilidade de sementes e fertilizantes de qualidade e um mercado para seus produtos. Além disso, a razão para um sistema de produção ineficiente é o conhecimento científico e tecnológico inadequado entre as comunidades de produtores de milho. A maioria dos agricultores ainda semeia as variedades locais, não por preferência, mas devido à indisponibilidade de sementes de qualidade e à falta de conhecimento técnico da produção de milho híbrido.

“O Nepal desenvolveu e lançou 29 variedades de milho de polinização aberta (aprimorada através da seleção e do melhoramento de plantas tradicional) e cinco híbridos (desenvolvidos através da polinização cruzada). Até o momento, quase todas as sementes híbridas são importadas. A maior parte das áreas cultivadas com milho (80,6%) fica nas colinas e montanhas, mas sua produtividade é menor que a média nacional”, conclui.

AGROLINK – 30/12/2019