Produtividade garantirá safra recorde de grãos em Minas

Safra 2017/18 de grãos caminha para o encerramento com um novo recorde produtivo em Minas Gerais 

A safra 2017/18 de grãos caminha para o encerramento com um novo recorde produtivo em Minas Gerais. De acordo com o 10° Acompanhamento da Safra Brasileira de Grãos, feito pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Estado será responsável pela colheita de 14,28 milhões de toneladas de grãos, um avanço de 1,5% sobre a safra anterior, que até então era recorde. Neste ano, o incremento foi estimulado pelo clima favorável e pelas tecnologias empregadas na produção. O destaque será a soja, que também terá a maior produção na série histórica.

De acordo com os dados da Conab, o clima favoreceu a produtividade, contribuindo para o aumento do volume produzido por hectare em Minas Gerais. A produtividade média estimada para o Estado é de 4,28 mil toneladas por hectare, rendimento 2,6% superior ao registrado no ano safra anterior. A área destinada ao cultivo dos grãos caiu 1,1% e somou 3,33 milhões de hectares.

Com os resultados positivos, a expectativa para a próxima safra é de novo aumento da produção, que será puxado pelas culturas da soja, milho e algodão. “A princípio, as perspectivas são boas para a próxima safra e alguns fatores irão contribuir para o aumento da produção. A desvalorização do câmbio é favorável para a próxima safra de grãos, principalmente, nos casos da soja, milho e algodão, que são os produtos exportados. Outro fator é a taxação dos chineses sobre os produtos americanos, que teve impacto nos preços em Chicago, mas o Brasil foi compensado porque os prêmios nos portos para a soja subiram muito. Toda a queda que houve em Chicago, em função da taxação, não impactou no Brasil. Por isso, muito provavelmente, teremos aumento na área de soja”, explicou o coordenador geral da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Sávio Rafael Pereira.

Em Minas Gerais, o destaque da atual temporada produtiva foi a soja. A oleaginosa apresentou expansão de 9,4% na colheita, que encerra a safra 2017/18 em 5,54 milhões de toneladas, volume recorde para o Estado. No período, a produtividade foi estimulada pelas tecnologias utilizadas na cultura e pelo clima favorável. Com isso, o rendimento médio por hectare cresceu 5,6% e chegou a 3,6 toneladas por hectare. Com preços mais rentáveis e maior liquidez no mercado, produtores que antes plantavam milho apostaram na soja e, por isso, a área de cultivo ficou 3,6% maior, com o uso de 1,5 milhão de hectares. “Neste levantamento confirmamos a tendência de recorde na produção de soja, que vinha sendo observada nos levantamentos anteriores”, explicou o gerente de Levantamento e Avaliação de Safras da Conab, Cleverton Santana.

Milho – Outro importante produto para Minas Gerais, o milho, apresentou queda na produção. Na safra 2017/18, o Estado será responsável pela colheita total de 7,18 milhões de toneladas, retração de 4,4% frente ao ano anterior. A queda na produção do milho se deve aos preços mais baixos pagos pelo cereal e a concorrência com a soja, o que fez com que os produtores migrassem para a cultura da oleaginosa. Somente na primeira safra houve uma redução de 6,9% na produção do milho, que somou 5,3 milhões de toneladas. A área em produção caiu 9,4% saindo de 909 mil hectares para 825 mil hectares.

Na segunda safra, a produção do milho deve ficar 3,9% superior, com a colheita de 1,79 milhão de toneladas. O aumento virá da produtividade da cultura, que foi estimada em 5,23 toneladas por hectares, variação positiva de 8,6%. Já a área plantada ficou 4,4% menor, como uso de 341,9 mil hectares. “Neste ano, houve um estreitamento da janela de plantio em função do atraso na colheita da soja. Além disso, a redução drástica das chuvas impactou na decisão do produtor em plantar o milho segunda safra”, disse Santana.

Fonte: DIÁRIO DO COMÉRCIO