Projetado milho mais produtivo e capaz de lidar com clima

“Há uma necessidade urgente de fornecer novas espécies de culturas de alto rendimento”

Uma equipe de pesquisa internacional, liderada pela Universidade Nacional Australiana (ANU), descobriu que eles podem aumentar a produtividade do milho atacando a enzima responsável pela captura de CO2 da atmosfera. Na Austrália, o milho tem a maior distribuição geográfica de todas as culturas de campo, mas ainda é uma cultura pequena em comparação com trigo ou arroz.

De acordo com o pesquisador Dr. Robert. Sharwood, do Centro de Excelência ARC para Fotossíntese Translacional, essa é uma cultura que tem todos os elementos-chave para se tornar alimento e combustível do futuro. “Desenvolvemos um milho transgênico projetado para produzir mais Rubisco, a principal enzima envolvida na fotossíntese, e o resultado é uma planta com melhor fotossíntese e, portanto, crescimento. Isso poderia aumentar a tolerância a condições extremas de crescimento”, comenta.

“Há uma necessidade urgente de fornecer novas espécies de culturas de alto rendimento e altamente adaptadas, antes que as culturas sejam afetadas pelas condições esperadas de mudança climática. Essas condições vão aumentar as ameaças à segurança alimentar global, e a única maneira de se preparar é através de colaborações internacionais de pesquisa”, completa.

Ele explicou que todas as plantas do planeta usam a fotossíntese para capturar dióxido de carbono da atmosfera, mas nem todas as plantas fazem isso da mesma maneira. Plantas como trigo e arroz utilizam a antiga rota fotossintética C3, menos eficiente, enquanto outras plantas, como milho e sorgo, utilizam a rota C4 mais eficiente.

AGROLINK – 27/02/2019