Preços do milho caem em março com avanço da colheita

O mercado brasileiro de milho apresentou preços mais baixos ao longo do mês de março. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Paulo Molinari, o mercado repercutiu no período a evolução da colheita nas principais regiões produtoras do país. Com o andamento dos trabalhos e mais milho novo à disposição, naturalmente os compradores ficam retraídos, buscando cotações inferiores.

     Em fevereiro, o mercado ainda era sustentado pelo fato de que o foco estava na colheita e comercialização da soja. Isso já não ocorreu em março, onde os produtores se detiveram mais aos trabalhos com o milho. E até a necessidade de desocupar armazéns levou a uma maior oferta de milho, o que pressionou o mercado.

     As cotações mais baixas na Bolsa de Chicago e o dólar fraco atrapalharam as exportações, que poderiam garantir um melhor escoamento da oferta, trazendo pressão também aos preços nos portos e por consequência no mercado interno, como destaca o analista Paulo Molinari.

     No balanço mensal, em Campinas (CIF) as cotações caíram de R$ 37,50 para R$ 31,00 a saca. Na região mogiana paulista, a indicação caiu de R$ 35,00 para R$ 28,00 a saca. Em Cascavel, no Paraná, o preço do milho em março recuou de R$ 31,00 para R$ 26,00. Já em Erechim, no Rio Grande do Sul, a cotação baixou de R$ 30,00 para R$ 25,00 a saca.

Exportações

     As exportações de milho do Brasil apresentaram receita de US$ 39,6 milhões em março (18 dias úteis), com média diária de US$ 2,2 milhões. A quantidade total de milho exportada pelo país ficou em 224,8 mil toneladas, com média de 12,5 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 176,30. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

     Na comparação com a média diária de fevereiro, houve uma retração de 54% no valor médio exportado, uma baixa de 53,9% na quantidade média diária e perda de 0,3% no preço médio. Na comparação com março de 2016, houve perda de 85,7% no valor médio diário exportado, retração de 86,4% na quantidade média diária e valorização de 5,6% no preço médio.

Fonte: Safras e Mercado