Novo governo argentino verá oposição de sindicatos rurais

Agricultores temem que o presidente eleito Alberto Fernandez aumente a alíquota do imposto de exportação

É possível que o governo eleito na Argentina, de Alberto Fernandez e Cristina Kirchner, sofra uma forte oposição dos sindicatos rurais. Essa informação foi divulgada pelo portal argentino efarmnewsar.com, que é especialista em assuntos agrícolas daquele país.

Existem quatro grandes sindicatos rurais na Argentina, a Sociedade Rural (SRA), Confederação Rural (CRA), Coninagro (cooperativas) e Agricultores Federados (FAA), e os quatro se juntaram à Mesa de Enlace, a superestrutura que se converte em uma força-tarefa contra o governo de Cristina Kirchner, de 2008 a 2015. Além disso, esses quatro sindicatos apoiaram, em maior ou menor grau, a Coalizão Cambiemos para assumir o cargo em 2015, contra o candidato peronista Daniel Scioli.

“Agora, os agricultores temem que o presidente eleito Alberto Fernandez aumente a alíquota do imposto de exportação. De fato, se o presidente, que assumirá o cargo em 10 de dezembro próximo, aumentar os impostos de exportação para 10%, ele apenas ajustará o imposto à taxa inicial. Mas os agricultores suspeitam que o novo governo possa aumentar ainda mais o imposto, talvez para 12% para os cereais e 30% para a soja (atualmente fixada em cerca de 25%)”, diz o texto.

Fernandez enfrentará problemas como 40% de pobreza, 55% de taxa de inflação anual, 3,5% de queda do Produto Interno Bruto (PIB) argentino, 10% de desemprego e uma dívida bilionária assumida pelo governo de Maurício Macri. Por outro lado, ele precisa arrecadar mais impostos para equilibrar o déficit fiscal herdado e, desde os dias da Colônia, o comércio de exportação é a melhor fonte para fazê-lo.

AGROLINK – 07/11/2019