Milho teve abril de acomodação nos preços e lentidão nos negócios

O mercado brasileiro de milho teve um mês de abril de maior acomodação nas cotações, sem grandes mudanças e pressões sobre os preços. O período foi marcado pela lentidão na comercialização, com o mercado tendo na maior parte dos dias apenas negociações pontuais, dependendo da necessidade de compradores e vendedores.

Segundo o consultor de SAFRAS & Mercado, Paulo Molinari, abril foi de “paralisação das baixas mais acentuadas nos preços, com o mercado esperando algum fato novo do clima sobre a safrinha brasileira, do câmbio ou da Bolsa de Chicago”. Molinari destaca que passou o período de maior pressão com a colheita da safra de verão, o que determinou uma melhor sustentação para os preços.

Agora em maio o tom deve ser o mesmo de abril para o mercado de milho, segundo o consultor. Para ele, maio terá um perfil semelhante no mercado, que vai observar os três fatores (safrinha, câmbio e Bolsa de Chicago). “O mercado dependerá basicamente do andamento do clima e do início da colheita da safrinha, que começa em junho”, adverte Molinari.

No balanço mensal até esta quinta-feira (27/04), em Campinas (CIF) as cotações caíram de R$ 30,50 para R$ 28,50 a saca. Na região mogiana paulista, a indicação baixou de R$ 27,50 para R$ 26,50 a saca.

Em Cascavel, no Paraná, o preço do milho permaneceu em R$ 26,00 a saca no comparativo mensal. Já em Erechim, no Rio Grande do Sul, a cotação subiu de R$ 25,00 para R$ 28,00.

Destaque ainda no mês a notícia de que, para garantir preço aos produtores de milho, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) realizará uma série de leilões de Contrato de Opção de Venda do produto. Poderão ser adquiridas até 1 milhão de toneladas do grão produzido em Mato Grosso.

Fonte: Safras & Mercado