Milho tem perdas em junho com começo da entrada da safrinha

O mercado brasileiro de milho teve um mês de junho de quedas nas cotações e ritmo bem fraco na comercialização. Pouco a pouco, o mercado foi recebendo a pressão do início da colheita da safrinha nas regiões produtoras e naturalmente as cotações foram cedendo, ainda de forma gradual e regionalizada. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o mercado brasileiro de milho se deparou com cotações pressionadas no decorrer do mês de junho. “A colheita do milho safrinha resultou em pressão de baixa nos preços locais. O avanço dos trabalhos no curto prazo tende a aumentar essa pressão, levando a um quadro de cotações ainda mais baixas”, observou.

Para o analista, o conturbado cenário político adicionou instabilidades no mercado cambial. Mesmo assim, afirma, os preços no porto também experimentaram significativa queda. “Os leilões que se concentravam no Mato Grosso passarão a ser realizados em Goiás e no Mato Grosso do Sul durante o próximo mês”, destacou.

No balanço do mês, o preço do milho na venda na Mogiana paulista caiu de R$ 26,50 para R$ 24,00 a saca de 60 quilos. A cotação em Campinas (CIF) baixou de R$ 29,00 para R$ 26,70. Já em Cascavel, no Paraná, o preço recuou de R$ 25,50 para R$ 21,00 a saca. Em Uberlândia (MG), o milho baixou de R$ 27,50 para R$ 23,50 a saca. Em Rondonópolis (MT), mercado cedendo de R$ 18,50 para R$ 16,00. Já no Rio Grande do Sul, o milho em Erechim caiu de R$ 28,00 para R$ 26,50 a saca.

Exportações

As exportações de milho do Brasil apresentaram receita de US$ 50,3 milhões em junho (16 dias úteis), com média diária de US$ 3,1 milhões. A quantidade total de milho exportada pelo país ficou em 308,3 mil toneladas, com média de 19,3 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 163,00. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior. Na comparação com a média diária de maio, houve uma elevação de 29,9% no valor médio exportado, uma alta de 36,8% na quantidade média diária e perda de 5% no preço médio. Na comparação com junho de 2016, houve ganho de 1.472% no valor médio diário exportado, elevação de 2.100% na quantidade média diária e desvalorização de 28,6 no preço médio.