Milho safrinha com sementes de baixa qualidade ameaça sanidade das lavouras em LEM

Para cortar ao máximo os custos e obter pequenos ganhos de produtividade, produtores do Oeste da Bahia tem optado por sementes de milho safrinha de baixa qualidade e pouca ação de manejo da cultura. Prática pode levar a aumento da infestação de pragas em toda a região.

A região oeste da Bahia não tem tradição no cultivo do milho safrinha, uma vez que as condições do local acabam elevando o número de perdas da cultura. No entanto, na busca de obter algum lucro na segunda safra e diminuir os custos, alguns produtores de Luís Eduardo Magalhães estão optando pelo plantio de sementes de baixa qualidade nesta segunda safra.

Uma vez plantadas as sementes mais baratas, os produtores investem pouco no manejo da safra, realizando apenas uma aplicação de defensivos por exemplo, com o objetivo de gastar pouco e lucrar com a pequena quantidade produzida.

O problema é que, apesar de representar ganho financeiro em um primeiro momento, tal atitude eleva o risco para infestações de pragas como cigarras e lagartas, que prejudicaram as lavouras nas propriedades vizinhas e nas do próprio produtor em um médio e longo prazo.

“Algumas pessoas, em alguns anos, até tiveram resultados econômicos disso, sobrando uns 200 reais por hectare, mas eles não enxergam que, em um contexto geral, ele acaba perdendo esses 200 reais, ou até mais, a médio prazo porque ele está criando problemas para ele mesmo e para os vizinhos também”, conta Celito Eduardo Breda, diretor de grãos do Sindicato Rural de LEM.

Notícias Agrícolas – 21/03/2019