Milho: risco climático nos EUA e no Brasil deve impactar mercado; entenda

De acordo com o analista de mercado da Safras & Mercado Paulo Molinari, o ritmo de exportações e a colheita no Brasil também estão no radar

No mercado de milho, a condição climática tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos está sendo monitorada pelo mercado.

De acordo com o analista de mercado da Safras & Mercado Paulo Molinari, a safra de milho no país norte-americano entra agora em fase de polinização, considerada crítica. “Aliado a isso, alguns modelos climáticos estão mostrando chuvas abaixo do esperado, principalmente no mês de julho e isso gera um movimento de recuperação no início de semana. Além disso, o relatório do USDA [Departamento de Agricultura dos Estados Unidos ] que será divulgado nesta terça-feira, 30, pode gerar um tom especulativo tanto de alta quanto de baixa no mercado”, explica o especialista.

Mercado doméstico

Já no Brasil, Molinari afirma que as geadas possivelmente podem ser confirmadas ao fim desta semana. “As lavouras de milho já estão em fase pré-colheita. E com isso, o risco para as lavouras são menores neste momento. Podemos ter uma parcela de lavouras mais tardias, que podem sofrer um dano maior, mas a maior preocupação seria mais com qualidade do que necessariamente com produção nesse efeito geada no Brasil”, disse.

Evolução da colheita

O analista explica ainda que neste ano houve um cenário diferente em relação à colheita do milho. “Em Mato Grosso, os produtores estão priorizando uma colheita mais rápida, já que existem muitos contratos que precisam ser cumpridos no mês de julho. Há também a questão envolvendo a segurança dos funcionários nas lavouras por conta do coronavírus, o que acelerou a colheita no estado”, afirma.

“O cenário inesperado está acontecendo mesmo em Mato Grosso do Sul, Paraná, São Paulo e Goiás, onde já era pra ter um ritmo mais acelerado, mas o clima, as situações nas lavouras e o plantio tardio prejudicou a colheita, e com isso, algumas situações de mercado que parecem de pouca oferta mas na verdade é um atraso na colheita”, explica Paulo Molinari.

Canal Rural – 29/06/2020