Milho rico em proteína resiste a erva daninha

“Sabe-se que a Striga afeta campos com baixa fertilidade do solo”

Pesquisadores da África Austral identificaram diversas variedades de milho, ricos em proteínas, resistentes à erva daninha Striga. De acordo com esses cientistas, na África Subsaariana, 20% a 80% da produção de milho pode ser perdida devido a essa planta invasora.

Segundo, Peter Setimela, co-autor do estudo e cientista do Centro Internacional de Melhoramento de Milho e Trigo em Harare, Zimbábue, a combinação de tolerância ao Striga e melhor nutrição é fundamental. Isso porque essa praga está fazendo com que muitos produtores da África abandonarem suas lavouras.

“Sabe-se que a Striga afeta campos com baixa fertilidade do solo. Suas sementes podem permanecer no solo por mais de 15 anos. Muitos pequenos agricultores não podem financeiramente comprar substâncias químicas para controlar a Striga. Eles também podem ser incapazes de comprar fertilizantes químicos”, comenta.

Além disso, ele informou que o conteúdo nutricional melhorado dessas variedades de milho também ajuda no combate dessa praga. Porque as variedades descobertas têm uma ampla variedade de aminoácidos, os blocos de construção da proteína.

“Normalmente, o milho é pobre em aminoácidos essenciais. Corpos humanos e animais não podem produzir esses aminoácidos. Eles devem ser obtidos da comida “, diz Setimela. “A falta de aminoácidos essenciais pode prejudicar o crescimento e o desenvolvimento. Também pode enfraquecer o sistema imunológico”, conclui.

Os experimentos de campo foram realizados em três lugares no Zimbábue sob várias condições. Os pesquisadores testaram oito variedades de alta proteína e quatro variedades típicas de milho. Eles mediram várias características da planta, incluindo rendimento, altura, vigor e peso de grãos.

AGROLINK – 07/11/2018