Há muita desinformação sobre transgênicos, diz estudo

Esse tipo de estudo permite que os pesquisadores tirem conclusões mais expansivas e mais robustas do que as que poderiam ser tiradas de um único estudo

Uma revisão de 6.000 estudos ao longo de duas décadas mostra seu veredito sobre o milho transgênico e afirmou que existe muita desinformação nessa questão. A análise, que não se limitou a estudos realizados nos EUA e no Canadá, mostrou que as variedades de milho transgênico aumentaram a produtividade das culturas em todo o mundo em 5,6% a 24,5% quando comparadas a variedades não transgênicas.

Eles também descobriram que as culturas de milho transgênico tinham significativamente menos (até 36,5% menos, dependendo da espécie) micotoxinas, que são subprodutos químicos tóxicos da colonização de culturas. No entanto, alguns cientistas argumentaram que os organismos geneticamente modificados (OGMs) nos Estados Unidos e no Canadá não aumentaram o rendimento das colheitas e poderiam ameaçar a saúde humana.

Para este estudo, publicado na revista Scientific Reports, um grupo de pesquisadores italianos realizou mais de 6.000 estudos revisados por pares dos últimos 21 anos e realizou o que é conhecido como uma “meta-análise”, uma análise cumulativa que se baseia em centenas ou milhares de estudos confiáveis. Esse tipo de estudo permite que os pesquisadores tirem conclusões mais expansivas e mais robustas do que as que poderiam ser tiradas de um único estudo.

Esta análise confirma que não só os OGMs não representam nenhum risco para a saúde humana, mas também que podem ter um impacto positivo substancial sobre a mesma. Uma porcentagem significativa de milho não-GM e orgânico contém pequenas quantidades de micotoxinas e esses produtos químicos são frequentemente removidos pela limpeza em países em desenvolvimento, mas o risco ainda existe.

Emater-MG

Agrolink – 08/01/2019