Falta de chuvas já impacta potencial produtivo da safrinha de milho em Laguna Carapã (MS)

Ainda há água armazenada no solo, mas temperaturas seguem elevadas na região. Previsões indicam precipitações a partir da próxima semana. Rendimento médio gira em torno de 90 sacas de milho por hectare. Saca do cereal é cotada a R$ 26,60 na localidade. Na soja, cerca de 35% da produção ainda precisa ser comercializada, saca é negociada ao redor de R$ 71,30.

Na região de Laguna Carapã/MS, os produtores rurais estão preocupados com a falta de chuva que está comprometendo das lavouras cultivadas com o milho safrinha. Tendo em vista, que a estiagem já está afetando o potencial produtivo da cultura.

De acordo com o presidente do Sindicato Rural do município, João Firmino, no início do plantio do milho safrinha o problema era o excesso de precipitações, mas agora a região está sem chuvas a mais de 21 dias. “Ainda temos umidade no solo, mas as temperaturas estão altas. Com isso, o milho está sofrendo e está na fase de pendoamento e precisa de muita água”, destaca.

Até o momento, não é possível quantificar as perdas no potencial produtivo do milho e muitos produtores tiveram que fazer o replantio devido ao excesso de chuvas. “Nós estamos todos ansiosos a espera das chuvas, porém as previsões indicam precipitações para as próximas semanas. Então, vamos torcer para que venham as chuvas”, ressalta.

Em relação à produtividade, a liderança salienta que em anos que as condições climáticas contribuem o rendimento médio ficou entre 90 sacas do grão por hectare. “Neste ano nós não vamos conseguir alcançar essa média, já que os agricultores plantaram fora da janela ideal e tem problemas com as adversidades climáticas”, diz.

Comercialização

Na localidade, as referências para o milho nas cooperativas estão em torno de R$ 26,60 a saca, sendo que em uma produção acima de 90 sacas/ha já remunera o produtor. “Nós fizemos contratos antecipados por volta de R$ 23,00 a R$ 24,00 para cobrir os custos. Porém, não sabemos se vamos ter milho para cumprir essas negociações futuras”, comenta.

Fonte: Notícias Agrícolas