Diminuição do glifosato na China mobiliza empresas

Empresas brasileiras também estão na lista

A partir da divulgação da informação que a China diminuiu sua produção de glifosato em 46%, várias empresas do gênero acabaram se mobilizando para encontrar alternativas para outros países, temendo que a onda “anti-glifosato” se espalhe. Foi isso que informou o portal chinês AgroPages.com.

“Após o lançamento do artigo, as principais empresas de pesticidas do Brasil, Alemanha, e Sudeste Asiático entraram em contato conosco para discutir a possibilidade de redução na produção de glifosato. Essas empresas estão preocupadas com o potencial colapso do mercado internacional desse produto causado pela situação na China, conforme sugerido pelo artigo, porque nenhum outro país pode produzir o mesmo volume de glifosato, levando a preços mais altos dos produtos terminais e forçando os agricultores a buscarem concorrentes”, diz o site, completando que o herbicida vem enfrentando uma resistência global.

A atual política de conformidade ambiental do governo chinês não visa especificamente a produção de glifosato, mas também a produção de fósforo. A política tem como objetivo controlar a produção de fósforo amarelo para reduzir o impacto ambiental causado por seus subprodutos, como os danos causados ao rio Yangtze, que é protegido como reserva ambiental.

Mais de 60% dos produtores de produtos à base de fósforo na China estão localizados em sete províncias ao longo desse rio, incluindo Hubei, Guizhou, Yunnan, Sichuan, Hunan, Chongqing e Jiangsu. Na região, apenas 29 empresas produzem pesticidas contendo fósforo, das 692 empresas envolvidas na produção desse tipo de componente químico.

AGROLINK – 12/09/2019