China eleva vendas de milho dos EUA

Colheita desacelerou o mercado brasileiro

As compras da China elevaram as vendas líquidas de milho dos Estados Unidos para 1,8 milhões de toneladas, segundo informações divulgadas pela T&F Consultoria Agroeconômica. Ao lado da China, Japão e México continuaram a mostrar seu apoio, mas a Coréia do Sul optou por comprar um volume de milho de origem opcional de outro lugar que não os EUA.

“Isso poderia ter sido a América do Sul, com sinais de que os temores sobre a logística argentina poderiam estar diminuindo, pois fontes no país enfatizaram o desejo de voltar aos negócios o mais rápido possível. Os baixos níveis de água no centro-chave do Up River ainda podem diminuir esse ritmo, enquanto os níveis de base para os volumes de carregamento imediato permanecem relativamente bem suportados com o carregamento de abril oferecido a 100 centavos de dólar sobre o contrato de maio”, comenta a T&F.

Além disso, a colheita também desacelerou no país, com a Bolsa de Cereais de Buenos Aires mostrando apenas um aumento de 2,2 pontos percentuais ao longo da semana, tendo um progresso de apenas 15,8% completo em 6,3 milhões de hectares. “No Brasil, enquanto isso, diante do colapso dos preços do etanol, o crescente espaço de etanol à base de milho no país tem liberado milho dos estoques e a venda no mercado interno desenfreado do país”, completa.

“Com a produção da safrinha próxima, as instalações de etanol em Mato Grosso estão confiantes de que podem vender estoques e reabastecer quando a nova safra chegar em algumas semanas. No Mar Negro, os preços do milho subiram ainda mais na quinta-feira na Ucrânia, com a menor oferta para abril de carregamento ouvida em US $ 180/ FOB HIPP, e pelo menos US $ 183/ t para o carregamento de maio”, conclui.

AGROLINK – 27/03/2020