Milho: Queda do dólar desestimula exportações

“Com o dólar caindo abaixo do nível psicológico de R$ 4,00 ontem (27/09), os preços dos exportadores não entusiasmaram os vendedores. Ele também demonstra a queda do interesse dos compradores externos de milho brasileiro, constatada no “line-up” do milho, cujo volume diminui a cada semana”. A avaliação é do analista da T&F Consultoria Agroeconômica, Luiz Fernando Pacheco. “No mercado interno, também, o que se percebe é uma oferta maior do que a demanda. Há mais vendedores querendo se desfazer de mercadoria do que compradores querendo adquirir. E isto está documentado no quadro de oferta & demanda divulgado pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) na primeira semana deste mês, que foi aumentado em mais de 30%, passando de 10 milhões de toneladas para mais de 13 milhões de toneladas”, disse Pacheco. Segundo ele, com tanta disponibilidade de produto é natural que ele se desvalorize; que é o que está acontecendo nos últimos 10 dias. Outro sinal de reversão para baixo na tendência dos preços é o índice CEPEA (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) para a BM&F, que ontem fechou em queda de 0,03% no dia, para R$ 39,52/saca, aumentando a queda mensal do milho no mercado futuro brasileiro para 3,84%. “O mesmo Índice mostra que, embora tenha aumentado 0,26% ontem, a queda mensal é maior, se situando em 4,68% para R$ 38,87/saca, nível mais baixo do que a própria cotação do mercado futuro”, disse o analista da T&F Consultoria Agroeconômica. AGROLINK - 28/09/2018…

Área de milho da China pode aumentar em 2019

O Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais da República Popular da China (MOA) divulgou a análise de oferta e demanda de produtos agrícolas, feita este mês e informou que a tendência é de que a área de milho cresça para o ano que vem. Isso porque o status quo em que a oferta de milho supera a demanda será alterado e, além disso, o país está registando um crescimento considerável no preço do cereal. Segundo os dados que foram divulgados pelo MOA, o consumo interno de milho chegará a 231 milhões de toneladas em 2019, com a demanda sendo maior do que a oferta. “Desta forma, haverá uma queda na produção e uma redução de 17.75 milhões de toneladas no balanço no final deste ano de 2018. A diferença será ampliada em 13.23 milhões de toneladas em comparação com o início do ano de 2018”, escreveu o Comitê de Especialistas em Alerta de Mercado do MOA. Nos últimos anos, a China registrou um estoque excessivamente grande de milho e, por isso, a administração chinesa reduziu ativamente a área de plantio do cereal no país a fim de não superlotar os seus estoques. De acordo com o Centro Nacional de Informação de Grãos e Óleos, o efeito econômico do plantio do cereal é maior do que o de outras plantações, já que os agricultores ainda estão cultivando milho ativamente nas regiões onde a política de redução de área não é realizada. “Em 2018, a reforma estrutural do lado da oferta agrícola continuará e a área para rotação de culturas será aumentada em 1 milhão de hectares, dos quais a área de plantio de milho será usada para outras culturas”, informou o Centro. AGROLINK - 28/09/2018…

Com etanol e carnes, consumo de milho em MT saltará para 10 milhões de toneladas

A maior demanda de milho para produção de etanol e pela indústria de carnes, que utiliza resíduos da indústria do biocombustível, deve elevar o consumo do grão em Mato Grosso para 10 milhões de toneladas em 2023. Em 2018, a estimativa é de 5 milhões de toneladas, segundo relatório divulgado nesta terça-feira (25/9) pelo Rabobank. O banco lembra que nas últimas cinco safras somente 17% do milho produzido no Estado, em média, foi consumido localmente, segundo estimativas do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (IMEA). A produção e a área cultivada com o cereal no Estado também devem crescer no período, em boa medida em pastagens subutilizadas que serão transformadas em lavouras. Hoje, a semeadura da safrinha ocorre em metade das áreas de soja de Mato Grosso. No início da década, o porcentual era de 30%. A estimativa é de que chegue a 60% em 2023, com manejo, desenvolvimento de variedades de ciclos mais curtos e novos projetos de irrigação. Com isso, a área plantada com milho segunda safra no Estado deve sair de 4.6 milhões de hectares em 2018 para 6.9 milhões de hectares em 2023. Neste cenário, a produção mato-grossense de milho chegaria perto de 43 milhões de toneladas e superaria a de soja na temporada 2022/2023. A participação do mercado interno local no consumo da produção do Estado passaria, em cinco anos, dos atuais 17% para 23%. O Rabobank pondera que o incremento do uso local "não necessariamente elevará os preços do cereal, que continuarão seguindo premissas de oferta e demanda, cotações internacionais e taxa de câmbio". Mas considera que, num primeiro momento, a maior procura por milho dentro do Estado pode elevar os níveis de preços, principalmente em propriedades próximas às usinas de etanol. A intensidade da alta não pode ser mensurada no momento, mas o banco estima que a indústria de etanol tenha dado um suporte de 10% aos preços de milho pagos a produtores do Meio Oeste dos EUA (cerca de US$ 0,30/bushel). "Vale ressaltar que os americanos destinam praticamente 40% de sua produção de milho para usinas de etanol", diz o Rabobank em seu relatório. Outro efeito da maior demanda por milho dentro de Mato Grosso, e também da esperada redução do custo da logística no Estado, é a diminuição da diferença entre os preços do produto em algumas regiões mato-grossenses e o indicador do milho ESALQ/BM&F (desconto de base). Entre 2013 e 2017, o valor do produto em Sorriso foi, em média, 50% inferior ao indicador, conforme o relatório do Rabobank; em Rondonópolis, quase 35% menor. O banco destaca que a logística de escoamento da produção, cada vez mais concentrada nos portos do Arco Norte, pode favorecer o setor do grão no Estado. O Rabobank enfatiza que Mato Grosso deve manter sua relevância no suprimento global do cereal. Na safra 2017/2018, o Estado deve ser a origem de 15 milhões de toneladas ou 10% de todo o fluxo global de milho, de 146 milhões de toneladas, segundo estimativa do USDA. Em 2023, a estimativa do Rabobank é de que o volume de milho mato-grossense enviado ao exterior alcance 24 milhões de toneladas. O banco lembra, ainda, que grandes produtores do Estado vêm analisando formas de gerar mais valor a partir do milho. Como exemplo de verticalização da produção, o relatório traz um projeto integrado de mini destilaria de etanol de milho associada a confinamento de gado com a utilização do DDGS (coproduto do processo de elaboração do biocombustível, usado na dieta animal). "Com aproximadamente 6.200 hectares de milho safrinha, seria possível a geração de 10 milhões de litros etanol hidratado e cerca de 154.000 arrobas de boi gordo. Dependendo da estrutura do confinamento, ainda seria possível realizar a compostagem do esterco bovino com complementação de fontes minerais para produção de fertilizante organomineral, que poderia ser utilizado nas áreas de produção", diz o Rabobank. A receita obtida apenas com a venda do milho produzido em um hectare de safrinha seria de pouco menos de R$ 2.500,00 por hectare; a referente à negociação do etanol e do DDGS no mercado ficaria próxima de R$ 4.500,00 e a originada com a venda de etanol e carne bovina, de cerca de R$ 6.000,00. "Considerando os patamares de preços dos produtos em setembro de 2018, com um hectare de milho safrinha seria possível agregar 90% de valor por meio da produção e venda de etanol e DDGS; assumindo um modelo que integra produção de etanol e pecuária de corte, o mesmo hectare de milho teria valor 150% superior", diz o banco. O Rabobank pondera, por fim, que apesar do "inegável incremento de receita" trazido pela verticalização da produção na propriedade, é necessário considerar que eventual saturação do mercado local (e de outros próximos) de milho e boi gordo pode levar a preços menos remuneradores, "pela necessidade de serem transportados a distâncias maiores". Lembra também que, além de maior fluxo de caixa e capital para estrutura de confinamento e de armazenagem de milho, também seria preciso mão de obra capacitada para trabalhar na agroindústria e na comercialização de combustíveis. ESTADÃO - 27/08/2018…

USDA: Vendas Semanais

SOJA Exportadores dos Estados Unidos venderam 870.700 toneladas de soja da safra 2018/19, já descontados os cancelamentos, na semana encerrada em 20 de setembro, informou o USDA. O volume é 5% menor que o exportado na semana anterior. Nesta semana, os principais compradores foram destinos não revelados (351.700 toneladas), Espanha (104.600 toneladas), Holanda (103.200 toneladas), Argentina (96.100 toneladas) e Japão (61.500 toneladas). Cancelamentos foram feitos por China (64.000 toneladas), Egito (3.200 toneladas) e Costa Rica (2.000 toneladas). Da safra 2019/20, foram vendidas 1.500 toneladas, destinadas ao Japão. A soma das duas safras, que totalizou 872.200 toneladas, ficou dentro das estimativas de analistas consultados pelo The Wall Street Journal, de 700.000 a 1.3 milhão de toneladas. Os embarques somaram 819.200 toneladas, aumento de 2,28% em relação à semana anterior. Os principais destinos foram Espanha (104.600 toneladas), México (103.300 toneladas), Holanda (103.200 toneladas), Egito (81.800 toneladas) e Arábia Saudita (72.000 toneladas). FARELO Os exportadores dos Estados Unidos venderam 147.300 toneladas de farelo de soja da safra 2017/18 na semana encerrada em 20 de setembro. O volume é 143% maior do que o reportado na semana anterior e alta expressiva em comparação à média das últimas quatro semanas. Os principais compradores foram Vietnã (42.900 toneladas), Japão (24.400 toneladas), Filipinas (20.200 toneladas) Canadá (17.800 toneladas) e México (11.200 toneladas). Cancelamentos foram feitos por Tailândia (3.000 toneladas), Costa Rica (7.000 toneladas) e Jamaica (7.000 toneladas). Para 2018/19, foram vendidas 511.900 toneladas, sendo 179.400 toneladas para destinos não revelados, 77.000 toneladas para Guatemala, 54.000 toneladas para República Dominicana e 54.000 toneladas para Indonésia. A soma das duas safras, que totalizou 659.200 toneladas, ficou bem acima das estimativas de analistas consultados pelo The Wall Street Journal, de 100.000 a 350.000 toneladas. Os embarques ao exterior somaram 277.800 toneladas, alta de 24% em relação à semana anterior e de 31% em relação à média das quatro semanas anteriores. Os principais destinos foram Filipinas (114.900 toneladas), México (36.100 toneladas), Colômbia (27.000 toneladas), Canadá (26.100 toneladas) e República Dominicana (23.500 toneladas). MILHO Exportadores dos Estados Unidos venderam 1.71 milhão de toneladas de milho da safra 2018/19, já descontados os cancelamentos, na semana encerrada em 20 de setembro,. O resultado representa um aumento de 23,64% em relação à semana anterior quando foram vendidas 1.38 milhão de toneladas. Nesta semana, os principais compradores foram México (623.200 toneladas), Guatemala (161.400 toneladas), Japão (124.500 toneladas), Egito (110.500 toneladas) e Peru (92.900 toneladas). Cancelamentos foram feitos por Vietnã (60.000 toneladas), Nicarágua (6.800 toneladas) e Jamaica (1.500 toneladas). Da safra 2019/20, foram reportados apenas cancelamentos de 9.700 toneladas pelo México. A soma das duas safras, que totalizou 1.70 milhão de toneladas, ficou acima das estimativas de analistas consultados pelo The Wall Street Journal, de 900.000 a 1.50 milhão de toneladas. Os embarques somaram 1.358 milhão de toneladas. Os principais destinos foram México (342.700 toneladas), Japão (272.500 toneladas), Egito (163.500 toneladas), Taiwan (139.300 toneladas) e Coreia do Sul (129.700 toneladas). TRIGO Exportadores dos Estados Unidos venderam 657.100 toneladas de trigo da safra 2018/19, já descontados os cancelamentos, na semana encerrada em 20 de setembro. O resultado representa um aumento de 40% em relação à semana anterior e de 59% em relação à média das últimas quatro semanas. Os principais compradores foram Japão (140.600 toneladas), Filipinas (94.400 toneladas), México (91.100 toneladas), destinos não revelados (88.200 toneladas) e Venezuela (60.000 toneladas). Cancelamentos foram reportados por Uruguai (30.000 toneladas), Antilhas Francesas (13.000 toneladas) e Taiwan (11.800 toneladas). O resultado ficou acima das estimativas de analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que projetavam vendas de 300.000 a 600.000 toneladas. Os embarques somaram 483.700 toneladas, o mais elevado do ano comercial, alta de 54% em relação à semana anterior e de 35% em relação à média das últimas quatro semanas. Os principais destinos foram México (79.400 toneladas), Itália (59.400 toneladas), Tailândia (58.200 toneladas), Taiwan (48.800 toneladas) e Guatemala (40.000 toneladas). DOW JONES NEWSWIRES…

Com etanol e carnes, consumo de milho em MT saltará para 10 milhões de toneladas

A maior demanda de milho para produção de etanol e pela indústria de carnes, que utiliza resíduos da indústria do biocombustível, deve elevar o consumo do grão em Mato Grosso para 10 milhões de toneladas em 2023. Em 2018, a estimativa é de 5 milhões de toneladas, segundo relatório divulgado nesta terça-feira (25/9) pelo Rabobank. O banco lembra que nas últimas cinco safras somente 17% do milho produzido no Estado, em média, foi consumido localmente, segundo estimativas do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (IMEA). A produção e a área cultivada com o cereal no Estado também devem crescer no período, em boa medida em pastagens subutilizadas que serão transformadas em lavouras. Hoje, a semeadura da safrinha ocorre em metade das áreas de soja de Mato Grosso. No início da década, o porcentual era de 30%. A estimativa é de que chegue a 60% em 2023, com manejo, desenvolvimento de variedades de ciclos mais curtos e novos projetos de irrigação. Com isso, a área plantada com milho segunda safra no Estado deve sair de 4.6 milhões de hectares em 2018 para 6.9 milhões de hectares em 2023. Neste cenário, a produção mato-grossense de milho chegaria perto de 43 milhões de toneladas e superaria a de soja na temporada 2022/2023. A participação do mercado interno local no consumo da produção do Estado passaria, em cinco anos, dos atuais 17% para 23%. O Rabobank pondera que o incremento do uso local "não necessariamente elevará os preços do cereal, que continuarão seguindo premissas de oferta e demanda, cotações internacionais e taxa de câmbio". Mas considera que, num primeiro momento, a maior procura por milho dentro do Estado pode elevar os níveis de preços, principalmente em propriedades próximas às usinas de etanol. A intensidade da alta não pode ser mensurada no momento, mas o banco estima que a indústria de etanol tenha dado um suporte de 10% aos preços de milho pagos a produtores do Meio Oeste dos EUA (cerca de US$ 0,30/bushel). "Vale ressaltar que os americanos destinam praticamente 40% de sua produção de milho para usinas de etanol", diz o Rabobank em seu relatório. Outro efeito da maior demanda por milho dentro de Mato Grosso, e também da esperada redução do custo da logística no Estado, é a diminuição da diferença entre os preços do produto em algumas regiões mato-grossenses e o indicador do milho ESALQ/BM&F (desconto de base). Entre 2013 e 2017, o valor do produto em Sorriso foi, em média, 50% inferior ao indicador, conforme o relatório do Rabobank; em Rondonópolis, quase 35% menor. O banco destaca que a logística de escoamento da produção, cada vez mais concentrada nos portos do Arco Norte, pode favorecer o setor do grão no Estado. O Rabobank enfatiza que Mato Grosso deve manter sua relevância no suprimento global do cereal. Na safra 2017/2018, o Estado deve ser a origem de 15 milhões de toneladas ou 10% de todo o fluxo global de milho, de 146 milhões de toneladas, segundo estimativa do USDA. Em 2023, a estimativa do Rabobank é de que o volume de milho mato-grossense enviado ao exterior alcance 24 milhões de toneladas. O banco lembra, ainda, que grandes produtores do Estado vêm analisando formas de gerar mais valor a partir do milho. Como exemplo de verticalização da produção, o relatório traz um projeto integrado de mini destilaria de etanol de milho associada a confinamento de gado com a utilização do DDGS (coproduto do processo de elaboração do biocombustível, usado na dieta animal). "Com aproximadamente 6.200 hectares de milho safrinha, seria possível a geração de 10 milhões de litros etanol hidratado e cerca de 154.000 arrobas de boi gordo. Dependendo da estrutura do confinamento, ainda seria possível realizar a compostagem do esterco bovino com complementação de fontes minerais para produção de fertilizante organomineral, que poderia ser utilizado nas áreas de produção", diz o Rabobank. A receita obtida apenas com a venda do milho produzido em um hectare de safrinha seria de pouco menos de R$ 2.500,00 por hectare; a referente à negociação do etanol e do DDGS no mercado ficaria próxima de R$ 4.500,00 e a originada com a venda de etanol e carne bovina, de cerca de R$ 6.000,00. "Considerando os patamares de preços dos produtos em setembro de 2018, com um hectare de milho safrinha seria possível agregar 90% de valor por meio da produção e venda de etanol e DDGS; assumindo um modelo que integra produção de etanol e pecuária de corte, o mesmo hectare de milho teria valor 150% superior", diz o banco. O Rabobank pondera, por fim, que apesar do "inegável incremento de receita" trazido pela verticalização da produção na propriedade, é necessário considerar que eventual saturação do mercado local (e de outros próximos) de milho e boi gordo pode levar a preços menos remuneradores, "pela necessidade de serem transportados a distâncias maiores". Lembra também que, além de maior fluxo de caixa e capital para estrutura de confinamento e de armazenagem de milho, também seria preciso mão de obra capacitada para trabalhar na agroindústria e na comercialização de combustíveis. ESTADÃO - 27/09/2018…