RS: problemas climáticos impactam produção de milho verão

Expedição Safra percorre lavouras do estado para debater tecnologia e logística; na terça-feira (13), equipe promove seminário técnico na C.Vale, em Cruz Alta (RS)

No Rio Grande do Sul, os produtores de milho sentem o impacto dos períodos de seca registrados no início do ano. Segundo levantamento da Expedição Safra, o estado deve produzir 20,48% menos cereal na temporada 2017/18, alcançando a marca de 5,01 milhões de toneladas de milho verão. A estimativa inicial, divulgada pelo projeto técnico-jornalístico, indicava produção de até 5,4 milhões de toneladas. Para enfrentar esse cenário, os agricultores gaúchos precisam ampliar os investimentos em tecnologia.

“Cada vez mais fica evidente a necessidade do produtor tratar o seu solo como um corpo aberto que necessita de cuidados periódicos. Cuidados simples como correção do solo, correção de perfil, fertilizantes com micronutrientes e uma condução da cultura de inverno que deixa uma proteção de matéria orgânica sobre o solo demonstram toda diferença em casos de estresse climáticos como os do momento”, defende o gerente regional da C. Vale no Rio Grade do Sul, Luciano Trombetta.

Para o gerente do Núcleo de Agronegócio da Gazeta do Povo e coordenador da Expedição Safra, Giovani Ferreira, a tecnologia é uma grande aliada para suavizar os problemas climáticos. “Com esse cenário, também é importante levar informação e discutir com os produtores tendências e oportunidades para o campo e o mercado”. Na terça-feira (13), a equipe do projeto promove a etapa Cruz Alta (RS) dos Seminários Expedição Safra. O evento ocorre no auditório da C. Vale a partir das 8h30.

Os participantes também terão a oportunidade de debater a logística para escoamento da safra com o gerente comercial da Rumo, Fabiano dos Santos. “Entendemos haver alguns desafios importantes para a logística ferroviária neste ano. Um deles é eliminar gargalos que possam restringir a captação de volumes em meses de pico, podendo aliviar toda a pressão por escoamento”, destaca.

Fonte: AGROLINK