Produtores norte-americanos podem plantar “segunda maior safra de milho de todos os tempos” em 2018

Os produtores dos Estados Unidos devem plantar, em 2018, a segunda maior safra de milho de todos os tempos. A constatação é do Instituto de Pesquisas de Políticas Alimentares e Agricolas (FAPRI, na sigla em inglês), localizado na Universidade do Missouri. O chefe do FAPRI, Pat Westhoff, endossa a estimativa: “as perspectivas para o rendimento do milho melhoraram bastante em detrimento da soja”.

O FAPRI projeta uma área de milho de 93,2 milhões de acres (37.716.701 hectares), um ganho de 2,3 milhões de acres (930.776 hectares) na próxima safra, enquanto a área de soja deve cair para 86 milhões de acres (34.802.965 hectares) – embora esta ainda seja a segunda maior área cultivada de soja pelo país.

Os preços do mercado futuro foram mais favoráveis para o milho no início do outono do que quando os agricultores iniciaram o plantio, na primavera passada. Os preços dos fertilizantes também são inferiores aos praticados no ano anterior, diz Westhoff. Além disso, a rotação de culturas sugere que é hora de algumas áreas abrirem mão das oleaginosas.

Para o instituto, a safra de soja recorde deste ano pode gerar uma média de preços de US$9,07/bushel para a cultura, mais de US$0,40/bushel abaixo da média do ano passado. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) também aposta em uma queda de preços, mas não tão severa.

Se o plantio permanecer alinhado com as projeções do FARPI, a colheita de milho pode ficar por volta dos 14,65 bilhões de bushels (o segundo maior número da história) e a colheita de soja, próxima dos 4,08 bilhões de bushels (o terceiro maior número da história).

Até a primavera, muitas dessas intenções podem mudar, como diz Westhoff. “O tamanho final da safra deste ano, a evolução da demanda e outros fatores devem afetar as expectativas em torno de 2018. Os retornos financeiros da soja e do milho estão muito próximos. Então, se a economia jogar a favor de um ou outro, a área irá acompanhar”.

Fonte: Notícias Agrícolas