Incertezas sobre a safrinha dão suporte aos preços e limitam volume de negócios no Brasil

Com menos chuvas em março e perspectiva de volumes limitados para o início de abril, rendimento da segunda safra de milho pode ser até 3,4% menor do que no ano anterior, segundo levantamento da INTL FCStone. Situação preocupa mais em Mato Grosso do Sul e Paraná.

João Macedo, analista de mercado da INTL FCStone, comenta ao Notícias Agrícolas que a safrinha de milho vem demandando uma maior atenção no Mato Grosso do Sul e no sul de Goiás, já que as chuvas estiveram abaixo da média nessas regiões em março, sem perspectivas de grandes volumes no começo de abril.

Estes fatores, se continuarem influenciando esses locais – bem como o Paraná – poderão impactar no resultado final, já que as lavouras devem entrar em etapa crítica de definição de rendimento.

A estimativa da INTL FCStone é que que a safrinha deverá ter uma redução de 3,4% no potencial de rendimento em relação ao ano passado, tudo dependendo de como irá se encaminhar o cenário climático de abril. Caso as condições secas permaneçam, essa estimativa ainda poderá ter um recuo.

Nas vendas, os compradores seguem com dificuldade de obter milho no mercado físico. Os produtores estão reticentes em realizar vendas por conta da incerteza em relação à safrinha.

Não há um acompamnhamento concreto em relação a todos os estados, mas estima-se que a comercialização esteja por volta de 28%.

Fonte: Notícias Agrícolas