Cotações do milho em Chicago recuaram mais uma vez

Por sua vez, a safra de verão, com o retorno das chuvas no Centro Oeste e Sudeste do país, avança normalmente

As cotações do milho em Chicago mais uma vez recuaram, chegando a bater em US$ 3,36/bushel durante a semana, e fechando em US$ 3,41 o dia 30/11, após US$ 3,45/bushel uma semana antes. O mercado não encontra motivos de alta, apesar da falta de chuvas na Argentina. As exportações estadunidenses de milho continuam sem empolgar, ficando em apenas 869.000 toneladas na semana retrasada e 638.000 toneladas na semana passada. Quanto ao clima na América do Sul, para este final de semana há previsões de chuvas mais gerais na Argentina. Dependendo do volume e extensão das mesmas, o mercado poderá recuar mais neste início de dezembro, já que no Brasil o clima voltou ao normal nas regiões produtoras, especialmente no Centro Oeste.

Pelo sim ou pelo não, o fato é que a irregularidade das chuvas na Argentina já é uma realidade, fato que mantém as atenções do mercado internacional (cf. Safras & Mercado). Até este final de novembro o plantio do milho no vizinho país chegava a 50% da área prevista. Ainda na Argentina, a tonelada FOB fechou o mês de novembro a US$ 152,00, enquanto no Paraguai a mesma se manteve em US$ 120,00. Já no Brasil os preços se mantiveram estáveis, com o balcão gaúcho fechando a semana na média de R$ 26,84/saco, enquanto os lotes oscilaram entre R$ 30,00 e R$ 31,00/saco. Nas demais praças nacionais os lotes giraram entre R$ 16,50/saco em Sorriso, Sapezal e Campo Novo do Parecis (MT), e R$ 35,00 em Itahandu (MG), passando por R$ 30,50/saco em Videira (SC). No interior paulista há ofertas entre R$ 27,00 e R$ 27,50/saco.

Na BM&F os contratos apresentaram altas, porém, com um forte teor especulativo já que o mercado físico não oferece sustentação para tal comportamento. A maior parte dos consumidores finais de milho estariam abastecidos até o final do ano. Além disso, a partir de meados de dezembro as indústrias tendem a parar visando manutenção e férias coletivas, fato que freia as compras. Por sua vez, a safra de verão, com o retorno das chuvas no Centro Oeste e Sudeste do país, avança normalmente. Ao mesmo tempo, as exportações não deslancham o suficiente, com o mês de novembro, nas três primeiras semanas, apontando um volume vendido de 3,15 milhões de toneladas, diante de uma expectativa total para o mês de 4,6 milhões de toneladas.

Assim, em o clima permanecendo positivo, o final de ano poderá ser de baixa nos preços do milho brasileiro, especialmente se os produtores estocados decidirem realizar novas vendas do milho safrinha. Por outro lado, apenas se houver alguma pressão de compra por parte de consumidores ainda pouco estocados é que poderemos assistir a alguma reação de preços nas próximas semanas. Enfim, até o dia 24/11 o plantio da safra de verão de milho no Centro-Sul brasileiro chegava a 88% da área esperada, contra 96% em igual período do ano anterior. Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina fecham novembro com o plantio concluído, enquanto em Goiás/DF o mesmo atingia a 72%; Minas Gerais 68% e Mato Grosso 84%, mantendo atraso em relação ao ano anterior.

Fonte: CEEMA / UNIJUI